A área geográfica de abrangência prioritária da APOAC compreende os municípios de Alcanena, Alcobaça, Ourém, Porto de Mós, Rio Maior, Santarém e Torres Novas.
Um território que se estende por 2.300 km2 em torno do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, que se diferencia pelo seu maçiço calcário, que o abriga de ventos marítimos e determina a escassez de água superficial.
Constituindo uma unidade morfológica e geográfica de características cársicas, este território integra várias unidades de paisagem olivícola, diferenciadas no relevo, altitude, exposição, solos e regime hídrico.
Planalto de Santo António
O centro serrano do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, onde a água é escassa à superfície, mas abundante em profundidade, de grande importância para a recarga de aquíferos. Predominam os solos pedregosos e pouco profundos, propícios aos olivais e pastagens que os muro de pedra seca delimitam.
É este planalto protegido dos ventos frescos e húmidos marítimos pela Serra de Candeeiros, a Oeste, e exposto aos ventos que lhe chegam de Este, conferindo ao clima um caráter seco, acentuado pela ausência de água à superfície, mas marcado por fenómenos de “falsa precipitação”.
Onde a oliveira acompanha o sopé Oeste desta serra, paralelamente limitada pelos Vales do Mogo e do Baça e sujeita à incidência dos ventos húmidos do Atlântico. A orografia de declives suaves, os solos profundos e a pluviometria significativa ao longo do ano, permitem maiores densidades de oliveira por hectare.
A Norte e em maior altitude, onde a oliveira se expande ao longo das zonas de depressão cársica, beneficiando da fertilidade das “terras de felgar”, mas sujeita à incidência dos ventos frios de Noroeste, e mais quentes de Este, que acentuam as amplitudes térmicas.
A zona do parque tem um clima de transição entre influências mediterrânicas e atlânticas. A quantidade média de sol é de 2.350 horas por ano. A quantidade média de sol no verão pode ser três vezes superior à do inverno. A precipitação anual varia entre 900 e 1300 mm por ano. Também pode gelar desde o final do outono até ao final do inverno.
Poljes da Mendiga, de Minde e de Alvados, depressões fechadas de fundo aplanado e solos férteis que inundam em alturas de maior precipitação, limitadas por vertentes abruptas e encostas de solo pouco profundo, onde a oliveira vegeta desde há muito, por vezes com a ajuda de socalcos e muros de pedra que retêm o solo e facilitam o maneio.
A sul, compreendendo planícies e encostas suaves, nas proximidades do Tejo, onde os solos profundos e férteis e a abundância de água permitem a prática de culturas de regadio.
A orografia de declives suaves, os solos profundos e a pluviometria significativa ao longo do ano, permitem maiores densidades de oliveira por hectare. Aqui se observa o vigor das variedades galega e da lentrisca, que os monges de Cister souberam promover.
Em particular a vertente Sudeste da Serra de Aire, que se desenvolve em depressão fechada, ou dolina, em cujo fundo proliferam diversos sumidouros e abunda a terra rossa, resultante da dissolução do calcário e constituído por sedimentos areno-margosos com elevado teor de argila.
A Sudeste, e para lá dos arrifes que o separam da Serra, com linhas de drenagem bem marcadas e ramificadas, correspondentes a vales encaixados, onde corre o Alviela, o Almonda e outros afluentes do Tejo.
Solos de textura argilo-calcária provenientes da acumulação de sedimentos dos lagos que aqui existiram há 10 milhões de anos. Baixa pluviometria e exposição aos ventos continentais de Este que, potenciados pelo Maciço Calcário a Oeste, contribuem para extremar as temperaturas e elevar a amplitude térmica ao longo do ano.
APOAC Associação para a Promoção do Olival e Azeite de Aire e Candeeiros Rua Dom Nuno Álvares Pereira Startup Alcanena Sala 3 2380-061 • Alcanena • Portugal